A maioria das empresas lança apenas peças na ordem de serviço. O resultado é um laudo com "Custo Total: R$ 0,00" numa OS em que um eletricista passou três horas trabalhando — e um TCO menor que a realidade. Como o TCO é a base da decisão de trocar ou continuar consertando, o erro sai caro.
O que entra no custo/hora
Salário dividido por horas não serve. A conta precisa incluir tudo que a empresa desembolsa para ter aquele profissional disponível:
- Encargos — INSS patronal, FGTS, provisões de 13º e férias com adicional;
- Benefícios — vale-transporte, alimentação, plano de saúde;
- Custos indiretos — EPI, ferramental, treinamento, veículo, celular;
- Horas produtivas — não são 220. Descontam-se férias, feriados, treinamentos e o tempo não produtivo.
O detalhe que quase todo mundo erra: horas produtivas
Dividir pelo total de horas contratadas infla a produtividade e subestima o custo. Se o Wrench Time da sua equipe é 35%, cada hora efetivamente aplicada em serviço custa bem mais do que a conta ingênua sugere.
Exemplo prático
| Item | Valor mensal |
|---|---|
| Salário | R$ 3.500 |
| Encargos e provisões (~70%) | R$ 2.450 |
| Benefícios | R$ 800 |
| Indiretos (EPI, ferramenta, treinamento) | R$ 400 |
| Total | R$ 7.150 |
Com 176 horas disponíveis: R$ 40,63/h. Aplicando um aproveitamento de 60%: R$ 67,70 por hora efetivamente trabalhada em OS. A diferença entre os dois números é o que separa um TCO real de um TCO de fachada.
Por que isso muda decisões
- Trocar ou consertar — sem mão de obra, o custo acumulado do ativo parece baixo e a substituição é adiada indefinidamente;
- Interno ou terceirizado — só dá para comparar com a hora do prestador se você souber a sua;
- Dimensionar a equipe — backlog em horas × custo/hora mostra se falta gente ou falta processo;
- Precificar serviço — para quem vende manutenção, é a base da margem.
Congelar a taxa da época
Ponto técnico importante: quando o custo/hora sobe, o histórico não deve ser recalculado. Uma OS de março tem de continuar custando o que custou em março — senão o comparativo entre períodos perde o sentido e o TCO muda sozinho a cada reajuste.
Como o ManutControl calcula
O cadastro do técnico ganha o campo custo por hora. Quando a OS é concluída, o sistema soma as horas de cada técnico naquela ordem, multiplica pela taxa dele e grava o lançamento de mão de obra automaticamente — sem ninguém digitar.
As horas vêm de duas origens, com precedência: as sessões do cronômetro de equipe, quando existem; e, quando não, a própria duração da OS (início e fim da execução, descontadas as pausas). Dois técnicos na mesma ordem geram dois lançamentos, cada um com a sua taxa. A taxa fica congelada no lançamento, e existe uma tela para reprocessar períodos passados quando o custo/hora é cadastrado depois de meses de operação.
Normas técnicas citadas neste artigo
O ManutControl opera conforme essas normas e gera os registros que você precisa em auditoria.
Perguntas frequentes 5
Como calcular o custo por hora de um técnico de manutenção?
Qual o percentual de encargos sobre o salário?
Devo incluir mão de obra no custo da OS mesmo com equipe própria?
Como lançar custo de mão de obra em OS antigas?
O que fazer quando o técnico atende várias OSs no mesmo dia?
Pronto para aplicar isso na prática?
O ManutControl é o sistema brasileiro que automatiza tudo o que você acabou de ler: gera as OSs preventivas, calcula MTTR/MTBF, emite laudos com assinatura e mantém sua operação conforme NBR 5462, ISO 55000 e demais normas técnicas. Para clínicas, hospitais, indústrias e frotas.